Cá estava eu, como diz um grande amigo meu, “pensando com meus botões”, quando me deparei com uma dúvida dessas que te fazem pensar, e pensar, e pensar até que vc não chega a conclusão nenhuma e segue a tua vida. Estava pensando numa das verdades absolutas da física: “Nada se criar, nada se perde, tudo se transforma”. Não sei de quem é essa frase, mas acredito que todos a conhecem. Pois bem, pensando nela comecei a viajar por alguns temas relacionados, entre eles a “criação do universo”. Só de reler a frase já se pode perceber em uma incoerência filosófica nessa chamada “criação do universo”, afinal, se nada se cria, como o universo teria sido “criado”? Uma teoria nova me chamou a atenção nesse tema. Ela diz que o universo sempre existiu, e que o “Big Bang” acontece regularmente, pois o universo não apenas se expande, mas também encolhe. Este fenômeno aconteceria entre trilhões e trilhões de anos, com toda massa do universo sendo contraída em um único ponto e logo depois explodindo novamente.
Aí vem mais uma pergunta: e o que existe além dessa massa? Quando o universo se contrai, o que existe além dele? O que é o grande NADA? A antimáteria, tanto procurada pelos cientístas?
Enfim, outro detalhe que a famosa frase me faz pensar seria por quê nós, humanos, teimamos em procurar um começo pra tudo? Será que o universo não pode simplesmente existir, sem ter um começo e um fim?
Ainda pensando na frase, comecei a divagar um pouco sobre religião. Pensando que nada se perde, sabemos que nossos corpos viram adubo para os milhares de vermes que vivem a sete palmos da superfície, mas e nossa conciência? Ou alma, como gostam de chamar as diversas religiões. Os espíritas acreditam que essa alma reencarna, ou seja, nasce de novo em outro corpo material. Mas se todo corpo tem uma alma, e cada alma é uma alma reencarnada, isso significa que, em algum momento da história já viveram outras 5 bilhões de pessoas ao mesmo tempo, senão não teria alma sufuciente para todos os corpos que habitam hoje a nossa Terra. Alguns poderiam dizer que existem almas novas, mas aí estariamos violando novamente a regra do “nada se cria”. E se ela se transforma depois da morte? Em que será que ela poderia se tranformar? Para os físicos a explicação mais simples seria uma leve descarga elétrica, facilmente dissipada na terra. Sem graça, não?
Enquanto buscamos respostas para todas essas perguntas irrespondíveis, continuamos vivendo sem realmente saber se temos um fim, e até mesmo, se tivemos um começo.
Abraço a todos que aqui ficam.
Fui..